O quanto odeio este post... É oficial... estou triste... mais do que ontem... severamente incomparavel aos últimos tempos, os quais defino como umas ?núpcias?... Não achei totalmente justa a mudança de vento repentina, talvez a tenha provocado, após a forma como iniciei o dia ainda menos... a forma como iniciei o dia ainda melhor do que todos os outros dias anteriores... levantando o véu? Um sorriso, o mais belo de todos, um breve momento de paz, um sentimento que não esperava voltar a sentir assim tão rápido (e que prefiro para já segurá-lo na minha intimidade), que ignorava à minha pessoa, salientando-o em terceiros. Este momento que me deixa cada vez mais em alta, esta paz ou inquietação emocional positiva foi-me tirada de uma forma que a considero pessoal... ainda a semana passada comentava com um amigo, o quanto desacredito pessoas negativas, pessoas azaradas. Comentava que o azar ou negativismo é algo que atraímos, que provocamos, algo que não pensamos, não focámos ou projectamos variáveis com a atenção requerida, e nos expomos a que aconteça... um pouco de "La Fontaine" e a história da Formiga e da Cigarra... se trabalharmos afincadamente num fim, a maioria das vezes esse fim existe com sucesso. Talvez pela critica, a qual em si poderá ser provavelmente criticada pela forma leviana como a faço, se tenha voltado contra mim de uma forma justa... para me abrir os olhos que não é bem assim, fui injusto? Não preparei o futuro a tempo de me acomodar? Bolas, não controlo tudo como queria e enche-me de raiva só pensar.... Faleceu alguém próximo... nada que não esperasse dadas as circunstancias do ultimo ano, principalmente o "turn over" da ultima semana, o qual e desta vez preferi nem sequer comentar com quem quer que tenha sido.... confessei-o ontem ao filho desse alguém, uma das pessoas que mais me disse e continua a dizer na minha vida. Alguém próximo pois conhecia desde criança, porta com porta, mãe de dois bons amigos, alguém que fora um momento que prefiro não relembrar, sempre acabou por acompanhar a minha família, a minha mãe e indirectamente alguma segurança, pois estando a minha mãe só, quem quer que seja a pessoa mais próxima da minha mãe ou que se preocupe com a mesma, é-me estimada e desejo-lhe o melhor... mas mais que o falecimento em si, que veio indirectamente dar paz aos que a amavam, que veio finalizar o sofrimento imposto por uma doença de longa data, o que mais me magoou mesmo foi o normal impacto que tudo isto provoca em pessoas que amo... talvez porque tenha passado por isso e me continue a ser um fardo demasiado para carregar... que gostaria e sinto que devo fazer tudo para evitar alguém ter de passar pelo mesmo... depois vem o sentimento de impotência quando percebo que não é nada que consiga evitar... por mais palavras, acções que faça, simplesmente não é possível evitar alguém de atravessar o mesmo... Ainda a digerir tudo isto, tenho capacidade para encaixar os desabafos de outras duas pessoas, problemas semelhantes (se bem que bem diferentes deste ultimo que relato), que espero em alguma palavra minha, conduzir ao conforto de um bom fim, ou uma passagem de fase... ouvi e li, falei, dei ponto de vista, apelei... e nunca fui capaz de referir o quão triste estava... não era justo fazê-lo na circunstancia pela qual eu estava a ser o ouvinte... nem sequer fui capaz de o fazer porque... a concha do meu lado para fora fechou-se e pela razão de não querer ou conseguir falar aquilo que me irrita, enerva, tal como nem sequer conseguir organizar verbalmente uma linha de raciocínio para transpor por palavras todas as frustrações que me assolam, remeteu-me para uma noite muito mal dormida (apelidada por colegas de trabalho como noite de copofonia) dada a cara com que hoje tarde apareci no trabalho... além de não ser capaz provavelmente de passar por tudo novamente se assim tiver de o ser, vou tentar ser um pouco egoista e desaparecer até amanhã... Infelizmente tenho hoje uma hora marcada de saída... novamente a missão ou fardo impossível de não conseguir amparar o que terão de ser as próprias pessoas a amparar-se, a mastigar a mágoa e fazê-la passar da sua maneira, senti-lo novamente à minha maneira, para depois me fechar na concha... espero que 24h cheguem, espero os elementos ajudarem, pois simplesmente ninguém tem de certamente levar com as minhas frustrações ou sentimentos de impotência... falando em remeter... ya, remeto-me a ser um bivalve por um tempinho até que tudo isto me passe, seja no carro a caminho de algures, ou a meio de uma queda abismal de uma onda, que certamente hoje não me vai escapar... Deixei de conseguir falar de mim...
Não é só a forma como sinto, mas sim não conseguir evitar a forma como outros vão sentir... não me trás boas recordações... o que provoca a forma como passei a reagir.
http://www.youtube.com/watch?v=lHgeVAZQsIw